Setor público, privado e a tecnologia

Na esfera pública muito se fala em burocracia e no orçamento destinado a medidas para resolver os anseios da população. Porém, ainda há uma carência em esclarecer a importância do uso da tecnologia. É imperativo que o desenvolvimento econômico passe pelo crivo tecnológico e no nível de investimento incentivado pela gestão pública, um exemplo clássico é a Coreia do Sul.

A península coreana ficou arrasada pela pobreza após a Guerra da Coreia (1950-1953) e isso foi a válvula de escape para a elaboração de estratégias visando a recuperação econômica. Na macroeconomia, a Coreia do Sul alcançou (quase 70 anos depois) o chamado “catching up”, ou seja, se aproximou do nível de riqueza das economias maduras. Hoje, a Coreia do Sul faz parte das 20 maiores potências econômicas.

O investimento tecnológico foi induzido pelo governo sul coreano que apostou em programas de incentivo para que famílias da elite econômica do país injetassem recursos em indústrias locais. Ao contrário do que muitos acreditam, a Coreia do Sul não precisou de medidas draconianas liberais para o seu crescimento econômico.

Levando para o contexto brasileiro, é recomendado que a gestão pública fomente a cultura do investimento tecnológico em longo prazo, através de pesquisas cientificas e no desenvolvimento de patentes.

O setor privado nacional e estrangeiro esperam uma sinalização positiva da gestão pública (através de um projeto nacional de desenvolvimento) para dar inicio aos investimentos. No momento em que o investimento público (União, Estados e Municípios) no Brasil não chega a 2% do Produto Interno Bruto – no levantamento feito em 2018 pelo Tesouro Nacional o investimento era de 1,17% e foi considerado o menor índice em 50 anos e a estimativa para 2019 é de apenas R$27 bilhões – seria mais do que necessário programas de incentivo a pesquisas científicas quantitativas e qualitativas para o desenvolvimento tecnológico.

O resultado é o crescimento no próprio nível tecnológico que consequentemente aprimora os índices econômicos e sociais do país.

Gabriel Barbosa – Jornalista do Ernest Manheim Laboratório de Opinião Pública

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